Axé Xangô de Ouro




Escrito por TOGUNAN às 13h22
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Se eu esquecesse desses dois kewala me mata!!!!



Escrito por TOGUNAN às 01h03
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O primeiro a reinar na áfrica..



Escrito por TOGUNAN às 00h54
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Yemanjá - Aquela que Deu permissão para se formada a tribo de Inyawurá



Escrito por TOGUNAN às 00h44
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O guardião do Axé até os dias de Hoje!



Escrito por TOGUNAN às 00h42
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O grande Patriarca da Famila



Escrito por TOGUNAN às 00h41
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O primeiro a reinar no Brasil.



Escrito por TOGUNAN às 00h39
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Escrito por TOGUNAN às 00h20
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Escrito por TOGUNAN às 19h27
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Linhagem de Pai Rufino

A LINHAGEM DE PAI RUFINO

            A família que hoje conhecemos como o axé de Xangô de Ouro teve origem de uma tribo denominada INIYAWURÁ esta tribo instalou-se próximo à cidade de Abeokutá, as margens do rio Niger, na Nigéria. Formada por descendentes nativos das cidades de Ilê Ifé e Oyó. O nome dado a tribo (pessoas de ouro ou gente de ouro), atribui-se ao fato dos nativos de Ifé e Oyó serem de grande postura, imponência e fidalguia. Tendo como patriarca os Orixás Xangô, Oxolufã e Obaluaiyê e como matriarca Yemanjá Ogum té que era senhora da cidade de Abeokutá. O seu primeiro rei, foi o nativo de Ifé, Oba Sanlafi que reinou durante os trinta e três primeiros anos de fundação da tribo. Iniciado para o orixá Oxolufã,  carregava o Oxabetá (capacete, coroa) bem parecido com o rei de Oyó, pois Iniyawurá tinha base doutrinária, política e consagração ao orixá Xangô seu sucessor, Oba Kandufi Obea de Xangô reinou 25 anos dando lugar em seguida ao seu primogênito, Oba Odekanfi Obea que esteve no trono por mais de 45 anos era de Oxóssi Ibualama que era chamado por seu povo de Oba-jaré, o rei justo por seu senso de justiça e visão política. De lá para cá, deu-se a sucessão, seguindo a forma inalterada aos dias de hoje de dois Xangôs; 1 Oxóssi; 2 Xangôs; 1 Obaluaê não mudando nunca a ordem sucessória. A única particularidade notada é que todos os reis de Iniyawurá, de Obaluaiyê, tinham pouco tempo de coroa. O primeiro deste orixá a reinar, Oba Luogi, carregou o cedro e a coroa por apenas 11 anos morrendo e dando lugar a seu primogênito Oba silegigbo, reinou entre 25 a 30 anos. Não se tem registro corretamente a data de fundação da cidade, mas sabe-se que seus nativos tinham como ocupação principais a caça aos leopardos, tecelaria e artesanato em barro e couro. Também não se pode precisar a data correta da vinda dos membros da tribo para o Brasil, mas sabe-se porém, que o talismã da família foi trazido por Unjibemin que adotou o nome de Francisco das Virgens, primeiro babalaxé da família no Brasil. Ele Chegou em Salvador-Bahia , por volta de 1835 como escravo e dizia ser da etnia Eketu proveniente de uma região dedicada ao culto do Vodun Obaluaiyê e de Xangô , localizada na fronteira da Nigéria com o reino do Dahomei .Batizado mais tarde no catolicismo, como era exigido dos negros escravos, com o nome de Francisco Rufino das Virgens, em homenagem ao seu primeiro “senhor” e à Maria, Nossa senhora, santa de grande devoção. Teve vários filhos, entre eles Regino José das Virgens, filho de Ogum e responsável pela guarda dos axés da família. Regino se uniu à escrava africana Josefa Valentina, filha do orixá Oxum , e desta união nasceu, entre outros, em 13 de janeiro de 1884, Hilário Remídio das Virgens, em uma senzala localizada na Freguesia de Santo Antônio, região da antiga Salvador . Este negro escravo iniciou seu culto ao Orixá Obaluaiyê ainda na senzala , mas logo conseguiu comprar sua liberdade e se tornou alforriado . Constituiu família e estabeleceu casa de culto e Terreiro na Freguesia de Santo Antônio. Alem de zelador de Orixá , era Babalawo, com excelente jogo de búzios e opelê-ifá. Hilário Remídio das Virgens ou Ojuobá, ( Salvador , 13 de janeiro de 1884 / Rio de Janeiro ano de 1976), filho de Regino José das Virgens e Josefa Valentina nasceu em uma senzala localizada na Freguesia de Santo Antônio, região da antiga Salvador-Bahia. Nasceu livre, graças a Lei do ventre livre, e desde sua mais tenra idade, começou a ser preparado pelo seu avô, Unjibemin , que se transformara em um importante Babalorixá , para dar continuidade aos fundamentos e axés da família. Filho de Oxolufã , mas com o eledá entregue à Àyrá, como foi determinado pelo ifá de seu avô e pai de santo. Hilário aos 7 (sete) anos de idade sofreu uma bolação, isto é, entrou em transe completo ocasionado pela incorporação violenta do seu Orixá Àyrá, tendo sido iniciado no candomblé (nação Ketu), por volta de 1891. Ele nunca disse seu verdadeiro Oruncó ou seja, o nome de Orixá ; no entanto, recebeu o título ou Ijoyê de Ojuobá, Oyê (título) africano dado àqueles que se tornassem altos zeladores e dignitários do culto de Xangô .Como a família possuía otás (pedras de assentar Orixás) diretamente vindos da Nigéria, o seu Orixá foi assentado em um precioso otá de Xangô (Edun Ará), trazido da África pelo seu avó e pai de santo Unjibemin. Em 1894, morre Unjibemin deixando seu neto e filho de santo entregue aos seus pais carnais, para que os mesmos dessem continuidade às suas obrigações e ao aprimoramento dos conhecimentos fundamentais dos orixás, como também do idioma Iorubá , que passou a dominar fluentemente, apesar de não saber ler nem escrever o português. Assim se tornou o 2º babalaxé da família no Brasil Fez, no ano de 1899, a obrigação de tiragem de Mão de Vumbi com a Mametu Nkisi Maria Rufino Duarte, conhecida como Mariquinha Lembá (?-1928), filha de Lembá e praticante da nação de Angola. Permaneceu como filho de santo de D. Mariquinha durante 29 anos, período este em que se aprofundou nos fundamentos do ritual de Angola sem, entretanto, desprezar os conhecimentos de Ketu adquiridos através de seu avô, Unjibemin. D. Mariquinha ou Mariazinha de Lembá era parente e irmã de santo de outra grande Iyalorixá de Angola, D. Maria Nenem, de onde se originaram famílias importantes como Ciriaco do Omulú, Terreiro Tumba Jussara e de Bernardino do Oxalá, Terreiro Bate Folha Entretanto, em 1928 morre D. Mariquinha e, mais uma vez, Ojuobá faz obrigação de tiragem de Mão de Vumbi com o importante Babalorixá Florzinho da Encarnação, Babajibé, filho de Oxalufã, praticante da nação Ketu e patriarca de uma das mais importantes famílias do Candomblé do Brasil – a "família Encarnação", aprofundando ainda mais seus conhecimentos de raiz familiar e do ritual Ketu. Entre 1910 e 1930 consta que, Hilário além de funcionário da Faculdade de medicina da Bahia, no cargo de servente, foi companheiro da famosa mãe de santo do Opô Afonjá, Ana Eugênia dos Santos, Obábiyi – de Xangô Ogodô, uma das mais proeminentes Iyalorixás do Candomblé, tendo vivido com ela por um bom tempo; consta também que participava dos rituais internos e de barracão do Candomblé do Gantois juntamente com o Ogan africano de lá, pai Bibiano, tendo sido com este um dos principais defensores da ascensão de Dona Menininha do Gantois ao poder daquela casa, em 1925, com apenas 26 anos de idade, o que foi muito contestado por outras correntes daquele Axé na ocasião. Por volta dos anos 50, Ojuobá conhece o jornalista Mario Barcelos em uma festa no Gantois, nascendo neste momento uma grande amizade e admiração mútua, o que resultou na aceitação de Mário como filho de santo e conduzindo-o à obrigação de santo, feita pelo velho Hilário Ojuobá, prioritariamente no ritual Ketu, mas com fundamentos e direitos para a nação Angola, a partir do que foi adquirido por Hilário com Mariquinha Lembá. Isto se justifica porque a nação Angola era a mais divulgada e de mais prestígio na época no Rio de Janeiro, o que levou Mário Barcelos a optar por ela ao montar sua casa de santo no Rio de Janeiro. Mario Barcelos era de Xangô de Ouros (em Ioruba Oworô) tendo recebido a dijina de Oba Teleuá (na verdade um nome de santo de nação Ketu e não Angola). Consta que somente duas famílias de santo no país tinham fundamentos e sabiam lidar com este tipo de Xangô: a família de Hilário Ojuobá que tinha o nome de Casa Amarela; e o famoso Felipe Mulexê, que era iniciado para este Xangô, sendo também irmão de Felisberto Sowzer (o pai de santo e Babalaô Benzinho), ambos amigos de Ojuobá e netos de Bangboshê Obitikô, o famoso babalaô nigeriano que ajudou a constituir o culto Ketu na Bahia.



Escrito por TOGUNAN às 18h22
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A ORIGEM DO AXE XANGO DE OURO ATÉ OS DIAS DE HOJE

 

A ORIGEM DO AXÉ XANGÔ DE OURO

                Em 1958, devido a problemas profissionais, Mario Barcelos retorna à cidade do Rio de Janeiro com sua família, levando consigo seu Pai de Santo Ojú Obá. Em 1965 surge na cidade do Rio de Janeiro, a roça Xangô de Ouro numa alusão a tribo de Iniyawurá. A roça nasceu no bairro de Santa Teresa mudando-se para o bairro de Sulacap e depois para o bairro do encantado onde encontrou o seu apogeu, depois se transferiu para sua sede própria em Água Santa e finalmente no município de Conrado no Rio de Janeiro. Assim Mario Barcelos se torna o 3º Babalaxé da família no Brasil. Em 1967, no mês de agosto nascia o famoso “barco dos treze” formado por: Ajaguessu (de Xangô que fazia a sua obrigação de 7 anos); e os yawos: Roxi Begum (Ogum), Mona Leuá (Oxum), Banda Sile (Xangô), Dacimê( Omulú), Kitalamyn (Oxóssi), kandu Lemi (Xangô), Oba Leci (Xangô), Oba Zeuí (Xangô), Oyá Kime ( Iansã), Oyá Rogi (Iansã), Zaze Erangi (Xangô), Micanagê (Yemanjá) e Odé Reuá (Oxóssi que foi confirmado Ogã). Nos meados de 1974, Xangô patriarca da família determinou o fechamento da Roça do Xangô de Ouro, legando os poderes a Mario Cesar Barcelos - Kitalamyn como Ossi pejigan de Ojú Obá e Otum pejigan de Obá Teleuá, ou seja, segundo a zelar pelos assentamentos de Ojú Obá e o primeiro a zelar pelos assentamentos de Obá Teleuá, junto com os assentamentos de Ojú Obá também recebeu os assentamentos e os segredos de Unjibemin que estavam em poderes de Ojú Obá.

                O jornalista e advogado Mario Cesar Barcelos, nasceu no ano de 1953, sendo filho de Mario Barcelos e Ana Amélia Duarte Barcelos, se iniciou no culto aos 14 anos de idade, na nação Angola mas conheceu os fundamentos da nação Ketu devido a sua origem, em 1967 no famoso barco dos treze na roça de Xangô de Ouro, foi iniciado para o Orixá Oxóssi Ibualama, recebendo a dijina de Kitalamyn, tendo como seu pai de santo seu próprio pai carnal Mario Barcelos conhecido também como Obá Teleuá e seus pais pequenos Djalma de Iansã Ibanajé e Carlos de Iansã Nenguanda e Mãe pequena Elis de Iansã Oyá Ifé todos do axé Goméia. Em junho de 1973 Mario Cesar raspa seu primeiro yawô, do Orixá Oxumarê a qual deu a dijina de Aum Veleci, ainda na casa de seu pai. Nos meados de 1974 Kitalamyn mesmo sem ter terreiro ainda aberto, recebe como herança do patriarca da família a grande responsabilidade de cuidar dos assentamentos de seus ancestrais, que nos dias atuais tem em torno de 147 anos, se tornando assim o 4º babalaxé da família no Brasil. No início de 1985 nasce finalmente o Ordem Santa do Palácio Azul de Ibualama – Ilê Axé Kitalamyn com sede própria em Nova Iguaçú no estado do Rio de janeiro. Em 1995 foram encerradas as atividades do Ilê Axé Kitalamyn, pois Mario Cesar mudou-se para Porto Alegre – RS, mas os assentamentos e os segredos dos ancestrais da família continuam guardados até hoje na sede em Nova Iguaçú aguardando a indicação do 5º babalaxé da família por Oxóssi. Porém alguns irmãos e filhos de Kitalamyn continuam levantando a bandeira da família, poucos com casa aberta, mas sempre tentando manter a união para que o Axé não se perca, até os dias atuais como : Anjuirá ( Xangô – casa aberta em Barra mansa),Zaze Erangi (Xangô), Odé Reuá (Oxóssi),Ilu Emi (Omulú), Indê Alá (Oxaguiã), Odé Ramim (Oxóssi), Eróminté ( Yemanjá – Casa aberta em CG Rio de Janeiro),Obá Orambi (Xangô) Roxidalê (Ogum), Leuássanyn (Ossãe), Kewàlademín (Logum Edé), Cajalabi (Oxaguiã) Tola keji (Ogum) Ji kaiomi (Yemanjá) entre outros. Não podemos nos esquecer também de queridos irmãos que ajudaram, lutaram e contribuíram muito para o crescimento desta família mas que hoje se transformaram em seres iluminados são eles: Dum messi (Omulú), Kavilacanje (Obaluaiyê), Sinda Omi (Oxum), Aum Veleci (Oxumarê), Lembáponguê-sobá (Oxalá).

               Uma das poucas com casa aberta na cidade do Rio de Janeiro, para não dizer a única, Marlene Felippe dos Santos Pinho se iniciou no culto em Janeiro de 1974, após 17 anos de Umbanda, pelas mãos de Mario Barcelos, conhecido como Obá Teleuá. Foi iniciada para o Orixá Yemanjá Ogum té e recebeu a dijina de Eróminté, teve como pai pequeno Mario Rogério – Zaze Erangi e Mãe pequena Elis de Iansã – Oyá Ifé com o encerramento da casa de seu pai, mais tarde Eróminté passou a se cuidar, com seu irmão mais velho e herdeiro do Axé, Kitalamyn onde recebeu as suas obrigações de 7, 14 e 21 anos e recebeu o cargo de Yá efum da família, cargo este que pertencia a Ana Amélia, a Vó Anamélia como a conhecemos,que dentro deste axé é de responsabilidade das filhas de Yemanjá . No ano de 1989 iniciou sua vida de Ialorixá ao raspar seu primeiro yawô, de Xangô Airá onde deu a dijina de Obá Orambi. Com o encerramento das atividades do Ilê Axé Kitalamyn, Eróminté passou a ajudar sua irmã Sinda Omi, com o seu barracão até o ano de 2003 onde recebeu o intimato de sua mãe yemanjá para abrir a sua própira casa. Eróminté antes de abrir seu barracão consultou seu zelador Obá Teleuá, como patriarca da família que lhe deu a autorização para construção da casa de Yemanjá. Então em 9 de dezembro de 2006 é inaugurado O Palácio de cristal de Yemanjá Ogum Té- Ilê Axé Eróminté,localizado em Campo Grande na cidade do Rio de Janeiro e que continua com suas atividades até os dias de hoje.

 



Escrito por TOGUNAN às 19h32
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